04 de maio

No dia de hoje, em todo o mundo, está sendo celebrado o dia Internacional contra o DRM. A Defective By Design.org é uma organização do grupo Free Software Foundation e está divulgando esta ideia já há 3 anos.

Sempre no dia 04 de maio há esta “celebração” entre as pessoas que são contra o uso de DRM em arquivos eletrônicos.

Ações sugeridas pela Defective By Design.org

Em seu site, esta organização propõe algumas ações a serem realizadas por quem aderir a ideia:

  1. Share links to Day Against DRM on your social networks.
  2. Attend an event. If there isn’t one in your area, get one started!
  3. Tag defective products on Amazon. Amazon has ‘tag forums’ too, where the tags on products can be discussed.
  4. Write a blog post explaining the problems with DRM and why you won’t buy anything infected with it.
  5. Write a letter to your local public library and school system, asking them to drop DRM.
  6. Make a video talking about the dangers of DRM and put it on video sharing sites.
  7. Print out our Day Against DRM poster (coming next week) and display it at your local library, at your job or school.
  8. Do you use Netflix? Ask Netflix to drop DRM from its own shows, and to support DRM-free streaming.
  9. Buy products and support artists that are speaking out against DRM.
  10. Leave comments on reviews of DRM-infected devices warning people about them.

 

Uso do DRM

O DRM é usado em diversos arquivo eletrônicos, por meio de criptografia e chaves de acesso.

Os sistemas de DRM já são usados há tempos em CDs e DVDs. No entanto as manifestações contra esse sistema intensificaram após o uso em e-books e as dificuldades que tem proporcionado aos leitores.

 

E o que é DRM? 

É um sistema de gerenciamento digital de direitos, Digital Rights Management, também chamado pelos defensores de arquivos livres de Digital Restrictions Management.

Existem diferentes tipos de DRMs, alguns que primam justamente por aplicar restrições de uso nos arquivos por parte do usuário, outros que procuram efetuar o rastreamento do arquivo, ou seja, todas as ações do usuário com o arquivo são gravadas e “observadas”, bem como existe o DRM chamado “social”, que é uma espécie de Marca d’água, na qual constam informações e dados pessoais do usuário.

Cada tipo de DRM tem suas vantagens e desvantagens, mas todos são criticados, por apresentarem, geralmente, muitas desvantagens para o usuário final.

Dentre elas podemos citar: restrições de uso do arquivo e dispositivos de leituras diferentes; invasão de privacidade, visto que o que se faz com o arquivo é visualizado por terceiros; possibilidade de um arquivo cair em mãos erradas com seus dados pessoais visíveis em uma marca d’água.

 

Por que se usa DRM?

Há uma tentativa por parte dos produtores de conteúdos digitais em barrar a pirataria destes arquivos, e o DRM é uma das “soluções” encontradas. No entanto, o DRM pune antecipadamente os usuários honestos, que fazem a aquisição legalizada de arquivos, proibindo-os de serem realmente proprietários do arquivo adiquirido, bem como restringindo seu uso.

Além disso, o DRM é uma tecnologia ainda falha, pois é facilmente quebrado. Na internet é possível encontrar diversos softwares gratuitos que fazem a quebra desses sistemas.

 

Contra a pirataria! 

Há a necessidade de uma nova postura por parte da população que deve entender que a pirataria prejudica o que é mais importante para ela: a produção de conhecimento e cultura!

Somos contra o DRM, mas também somos contra a pirataria, contrafação e qualquer tipo de infração aos direitos autorais!

ePub formatado no Aldiko

ePub formatado no Aldiko - Kyros (Coby)

Nesse universo tecnológico em que habito, deparei-me com um desafio: como conseguir uma formatação adequada para o Aldiko (software leitor gratuito usado em tablets e aparelhos celulares)?! Quando fiz o curso para aprender a trabalhar com ePub, o professor nos alertou sobre esse fato. Ele nos disse que conseguir uma formatação adequada para o Aldiko era muito difícil, muito chato. E, posso afirmar, concordo com ele.

O que ocorre é que, às vezes, criamos um material que fica perfeito em um iPad, por exemplo, mas em outro tablet, ele já não fica tão bom assim. Ou melhor, nada bom, perde toda a configuração, o texto não fica justificado, o estilo de citação desaparece e o texto fica do início ao fim com o mesmo formato. Por que isso ocorre? A resposta é simples: particularidades de cada aparelho e/ou formatos de arquivos!

Mas calma, não vamos nos desesperar. É possível, com algum esforço conseguir sim, um bom formato, de forma mais abrangente possível. Com o avanço da tecnologia, no desenvolvimento dos tablets, a cada dia surgem novos aparelhos que passam a suportar mais funcionalidades. Por exemplo, enquanto estou aqui frente ao desafio do Aldiko, o mercado já está aguardando a definição final do esquema do ePub 3 e suas especificidades.

O fato é que embora sabendo tudo isso, faz tempo eu vinha “lutando contra” o Aldiko, fazendo inúmeros testes para chegar, enfim, a uma formatação mais adequada. Criei uma forma de fazer isso usando de uma espécie de sobrecarga de “métodos” (não, não é Java, mas está parecendo) – na verdade trata-se de uma sobrecarga de estilos.

Como fiz isso? O CSS é uma Folha de Estilo em Cascata, você pode colocar um estilo dentro de outro, um estilo subordinado a uma tag. Enfim, há várias formas de trabalhar, de realizar esse processo. É possível aplicar o estilo direto na tag, também é possível criar um bloco de estilo dentro da página em que estamos trabalhando ou, ainda, é possível criar uma folha inteira com todos os estilos, a qual poderá ser usada em todas as páginas de seu documento.

Isso deu certo porque o Aldiko lê uns estilos daqui, outros dali e, assim, fui conseguindo criar uma forma de fazer com que a formatação ficasse um pouco mais próxima da que eu desejava. O cruel foi saber, depois de todo esse empenho, que o Aldiko tem um segredinho: um menu que vem por padrão com a habilitação de uso de folhas de estilos desativada. É só ativar essa opção e o ePub aparece perfeito, com todos os estilos criados aplicados, lindo!

Se o software viesse com essa opção habilitada por padrão, não haveria necessidade desse malabarismo de códigos. Agora, se quem desenvolve demora para descobrir esse recurso; se quem dá o treinamento também desconhece; o que acontece com um leitor-usuário – apenas consumidor?!

O usuário compra o aparelho com esse software e quer ler. Ele quer baixar o texto, e que ele venha pronto! Ele não vai procurar no seu tablet um menu para habilitar ou desabilitar o uso ou não de CSS! Ele olha isso e nem sabe de que se trata. E não deve saber mesmo. Afinal, por que deveria se preocupar com isso?

Nesse cenário inovador e dinâmico, quem desenvolve os sistemas e aparelhos tem o dever de descobrir a melhor forma de suprir as necessidades do cliente! Para quem desenvolve os ePubs, conhecer as particularidades de cada aparelho (software ou hardware) é a melhor opção para atender o cliente da forma como ele espera. Do contrário, os ePubs funcionarão sempre perfeitamente no iPad, porém serão sempre uma incógnita em relação as outras possibilidades.

Tenho produzido vários livros no formato ePub e a cada novo livro uma nova emoção.

Cada autor tem seu estilo, cada texto tem seu objetivo e o formato ePub, apesar da fama de ser limitado possibilita “brincar” um pouco com a formatação do livro. Agora com o ePub3 então, muita coisa poderá acontecer.

A questão principal não está no formato ePub e sim nos aparelhos que farão sua “leitura”. Sim, os aparelhos é que limitam as possibilidades do ePub.

O Kindle nem se fala, ele nem aceita esse formato. Uma pena, pois pelo que tenho lido, é o aparelho que possibilita o maior conforto no momento da leitura, aproximando-se, e muito, da leitura de um livro em papel (acreditem se quiserem).

O ideal em um ePub é que não tenha muitas imagens, pois o arquivo fica pesado e alguns e-readers não o importam para leitura. Tive essa experiência com o Aldiko. Baixei um livro bastante interessante sobre e-books em geral, porém com muita ilustração e vídeos. Fui, feliz e contente, importá-lo para meu Kyros, que tem o Aldiko como leitor e… ele não importou. Tentei de novo e nada. Mudei o nome do arquivo, nada. Não importou mesmo.

De que adianta um livro lindo, super colorido se o e-reader não tem capacidade para importá-lo, mesmo aceitando aquele formato?

Fiz o teste de importação para o meu iPad e funcionou perfeitamente. O iPad é “de outro mundo”. Só após adquirir um e ver com meus próprios olhos acreditei que quem tem um, não quer saber de mais nada… O iBooks é perfeito, por mais pobrezinha que seja a conversão do livro em ePub, no iBooks parece lindo.

Mas um profissional não pode fazer uma conversão acreditando que todos os leitores do seu formato terão um iPad! Até que ele seja produzido no Brasil e tenha um preço acessível, muita gente lerá num Kyros, por exemplo, que tem usa o Aldiko para leitura. Ou nem isso, a leitura será feita no seu Hiphone (aquele do paraguai), num Smartphone, enfim, várias possibilidades.

Então, para produzir ePubs é necessário pensar no seu mercado leitor. Quem não tiver um iPad será excluído da sua lista de clientes? Com certeza é a grande maioria. Por isso devem existir alternativas. Quem desenvolve ePubs tem que pensar nessas necessidades e antevê-las.

Enquete

Publicado: julho 25, 2011 em Uncategorized

A Bordes, uma grande livraria de Washington, resolveu fechar suas lojas físicas para atuar somente no mundo virtual, via internet. Além dessa loja estão na lista de fechamento todas as suas 300 e tantas unidades.

Após esse fechamento e relembrando o encerramento de dois jornais impressos no Brasil (Jornal do Brasil e o Estado do Paraná), questiono a vocês:

Nas conversões de livro que tenho feito para o formato ePub, o Sigil tem me atendido muito bem no quesito de edição do código CSS. Porém, ao receber um livro de Contabilidade Tributária, cheio de razonetes, tabelas de todos os tamanhos, imagens, diversos estilos diferentes de parágrafos e um prazo curtíssimo (dois dias) para um montante de 200 páginas, pensei: “preciso de algo mais prático”.

O livro estava em .doc, então lembrei do Calibre. Já tinha visto alguns comentários sobre esse software, mas não o tinha usado ainda. Até tinha ele instalado na minha máquina, há algum tempo, e resolvi usá-lo.

Abri o Calibre, adicionei o livro e mandei converter… já passava-se mais de uma hora e nada de converter o dito… então cancelei e fui dar uma olhada com mais carinho no arquivo.

O arquivo que eu tinha (em doc) estava com vários probleminhas técnicos do tipo: imagem branca para cobrir o cabeçalho de um capítulo novo (que é isso? E as quebras de seção?). Tive que caçar as imagens brancas e excluí-las. Algumas outras imagens, muitas tabelas de vários tamanhos… em fim, apliquei os estilos de títulos para gerar o TOC adequadamente e voltei ao Calibre.

Não resolveu muita coisa. Coloquei para converter e fui almoçar, quando voltei, já havia se passado quase duas horas e o livro ainda não tinha sido convertido!

Foi a minha primeira experiência com o Calibre e não sei se era o arquivo do livro ou se o software é devagar mesmo, mas confesso que não fiquei feliz com essa demora.

Enfim, após pouco mais de 2 horas o livro foi convertido.

As tabelas ficaram completamente deformadas, os razonetes viraram um monte de números perdidos no texto, as imagens desapareceram e alguns caracteres foram identificados pelo Calibre como interrogação! Uma “maravilha”. Ah! o TOC não foi gerado corretamente, gerou outros links que não tinham nada a ver com os estilos que apliquei…

Mas o pior não foi isso, o pior foi o lixo que o Calibre gerou no código de CSS! Fiquei abismada, onde já se viu gerar um CSS com mais de 10.000 linhas? Isso mesmo, 10 mil linhas! Além de CSS externo o Calibre ainda gera alguns CSS dentro de cada XHTML, para complicar um pouco mais a situação!

Resultado, não pretendo mais usar o Calibre não, para mim ele foi um perfeito gerador de lixo. Agora preciso de tempo para limpar a sujeira e aplicar os estilos parágrafo a parágrafo, bem como formatar as tabelas no muque e dar forma novamente aos razonetes… Ah, calro além de fazer o TOC manualmente, o que é realmente trabalhoso, qualquer delize e ele não funciona mesmo.

O pequeno detalhe é que o cliente tem pressa, muita pressa…

Acho que teria sido melhor copiar e colar do Word no Sigil… Talvez tivesse dado mais certo.

Vivendo e aprendendo. Convertendo e aprendendo!

O plágio em TCCs

Publicado: maio 4, 2011 em Uncategorized

O plágio é, realmente, um assunto que me incomoda. Fico pensando: como é possível uma pessoa que precisa redigir um texto resolver, simplesmente, copiar um já existente e colocá-lo em seu documento como se aquilo, a partir daquele momento, fosse dele?

Isso não pode ser ingenuidade… Não hoje em dia, com tanta informação disponível para todos e com tanto conhecimento divulgado por vários meios distintos.

Então, fico me perguntando: como pode uma pessoa pagar para cursar uma pós-graduação e, na sua produção intelectual mais importante (que é o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso), ela copiar literalmente um (ou vários pedaços de uns) texto já publicado por outra pessoa?

Fico realmente decepcionada, triste, quando recebo trabalhos de alunos para orientar que são pura cópia de artigos já publicados.

Ainda, quando é a primeira vez daquele aluno, tento relevar, explico direitinho e até indico sites de artigos para leitura, para facilitar a criatividade intelectual dele. Porém, mesmo assim, alguns alunos ignoram a orientação e enviam, numa segunda tentativa, novo plágio, diferente do primeiro! Ah, tenha dó!

Se dependesse de mim, um aluno que faz plágio seria reprovado de primeira, pois é possível identificar claramente a má fé do mero descuido.

Em fim, após algum tempo avaliando e orientando TCCs a gente “pega o jeito”. É possível identificar quem faz de má fé e quem teve algum lapso no meio ou realmente tem dificuldades.

Por exemplo, uma pessoa que copia texto dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais, documento importante do MEC) e coloca em seu TCC, como se fosse redação sua, sem sequer mencionar a fonte, não é uma pessoa com boas intenções. Ela certamente sabe que é errado o que está fazendo e acredita que se a fonte não for mencionada, ninguém vai desconfiar e ela vai sair ilesa.

Outro exemplo: uma pessoa que copia trechos de um artigo (com autoria declarada) retirando as menções de citações existentes, colocando como se fosse tudo redação sua (sem mencionar a autoria e nem as citadas originalmente) não é uma pessoa desavisada, ela está fazendo maldade (para não dizer outra coisa).

E como isso é comum nos TCCs! Digo isso, não apenas pelas turmas do curso que eu oriento, mas também pelo relato dos colegas de profissão. Cursos de todas as áreas possuem alunos que querem se “sair” bem, copiando descaradamente a produção já existente.

Fico realmente preocupada com esta situação, pois esse aluno fez um curso de especialização, teve diversas disciplinas, leu textos recomendados pelos professores, assistiu aulas e, no momento da sua mais importante produção textual, ele simplesmente copia o que já existe e envia para seu orientador aguardando “sugestões de melhoria”… Fico pasma com isso.

Daí questiono: onde está o problema? Está na educação básica desse aluno? Está na formação familiar e o costume com a pirataria em casa (assunto que já comentei em outro post)? Ou está na disciplina de Metodologia científica desses cursos de pós-graduação? Ou está no caráter do aluno?

Se for nessa última questão, então estamos perdidos, pois há muita gente sem caráter hein…

Mas me tranquilizo com aqueles que sobram, aqueles que fazem com gosto e garra e realmente produzem conhecimento, realmente contribuem com sua área de formação, buscando por mérito, ser alguém melhor na vida.

Mas uma coisa é certa, essa questão de plágio em TCCs ainda vai longe, se as instituições de ensino não tomarem providências drásticas com esses alunos. Com certeza.

ePubApós longo período de férias, com muitas mudanças e adaptações à nova atividade na empresa, retorno com uma novidade: agora estou apta ao desenvolvimento de e-books no formato ePub. Por isso resolvi escrever esse post esclarecendo um pouco do que houve com quem já tentou fazer uma conversão de livros pelo Indesign e que teve uma frustração como consequência, resultado do que aprendi no curso da Simplíssimo.

Quantas discussões à respeito do livro digital estão em voga hoje? Inúmeras… quantos cursos existem para formação profissional de desenvolvedores de e-book? Pouquíssimos. Em Curitiba então, é uma raridade.

Quanta gente anda por aí afirmando que faz conversão de livros para o formato digital? Várias. Quantas pessoas fazem isso realmente e com profissionalismo? Pouquíssimas.

Você deve se perguntar: mas qual a diferença de uma pessoa que “diz que sabe” e de uma que realmente sabe? Em fim, qual a forma profissional de se “converter” livros para o formato ePub?

Quem é do ramo editorial, da parte de desenvolvimento gráfico principalmente, já sabe que o Indesign CS5 tem uma ferramenta para conversão de livros diagramados para o formato ePub. Mas sabe também que simplesmente esse comando para converter não é suficiente para se ter um livro no formato ePub bem feito.

Quem não teve essa experiência ainda, saiba que o Indesign sozinho não converte um livro da forma adequada, muitos erros podem acontecer.

Mas o que é fato que ocorrerá será a perda de todas as formatações do livro diagramado. Quem que se aventurou a criar um ePub pelo Indesign que não se deparou com a perda (quase) total da formatação de seu livro? Que decepção…

Que solução encontrar? Deixar o livro praticamente sem formatação no Indesign para gerar um ePub sem erros, mas também, praticamente, sem design? Os amadores fariam assim…

Qual bom diagramador, projetista, designer não se sente frustrado com isso? Que editor ficará feliz com um ePub que não chega nem aos pés da qualidade visual do seu livro impresso?

É possível observar em alguns ePubs já existentes no mercado que foram feitos dessa forma, sem muita formatação, devida a falta de conhecimento de quem os converteu.

E qual a solução, para que um ePub seja mais interessante visualmente? Um profissional com curso e conhecimento para isso.

Pois bem, tive essa resposta após participar do Workshop da Simplíssimo sobre “Como produzir e-books no formato ePub”. Foi um curso muito bom, intenso e com muitas informações complexas. A turma era formada por designers, diagramadores, editores e interessados no assunto. Todos saímos do curso tendo a certeza de que a “conversão” de livros, pura e simplesmente, não existe. O que existe é a produção de e-books, é um novo trabalho com todo cuidado para que nada seja perdido e tudo que foi feito pelo diagramador no Indesign (ou grande parte) seja aproveitada após a conversão do software, quando o profissional que desenvolverá o ePub entrará em ação.

O instrutor, Fernando, afirmou e hoje tenho certeza: é possível sim construir ePub legal, bonito e agradável aos olhos dos leitores. Para os que possuem um tablet então, a experiência pode ser fascinante.

O profissional que assumirá a produção de ePub precisa ter vários conhecimentos tanto da área editorial, para saber o que envolve a produção de um livro, bem como precisa conhecer linguagens de programação e marcação. Os conhecimento de programação e raciocínio lógico serão fundamentais para o desenvolvimento do ePub.

E como foi afirmado no curso por um colega, as editoras passarão a ter também programadores em suas equipes, se quiserem ter o desenvolvimento de ePubs feitos internamente. Caso contrário, a terceirização do trabalho será inevitável.

Em fim, fiquei muito feliz ao realizar esse curso e perceber que estou unindo meu conhecimento antigo com meu conhecimento recente. Quem diria que os cursos de programação, que fiz um dia na vida por hobbie, me serviriam hoje, somados ao conhecimento editorial, para o desenvolvimento de livros nesse formato que, por um bom tempo, será o formato universal de livros digitais.

Em um apanhado geral no curso aprendemos alguns macetes do Indesign e linguagens de programação web (que era o conhecimento que eu já tinha).

Aprendemos a ler um ePub no computador e alguns “macetinhos” para que um ePub seja bem visualizado, tanto em readers baseados na Adobe quanto no iBooks, por exemplo, que é o reader do iPad.

O meu desafio agora será desenvolver o meu primeiro ePub e fazê-lo funcionar adequadamente no Aldiko, reader do meu tablet (Kyros). Mas vamos aos poucos, uma coisa de cada vez. Primeiro o ePub para o ADE (Adobe Digital Editions) e depois trabalhar nele para atender ao Aldiko.

Bom, para quem se interessar em ler ePubs no computador pode fazer o download do ADE aqui.

Bom divertimento e mãos na massa.

Férias

Publicado: dezembro 18, 2010 em Uncategorized

Em fim chega o momento de tão desejado descanso.

A canseira agora será outra: faz as malas, vai para a rodoviária pega o busão e se manda para Tomazina… tardes inteiras dormindo no sofá, uns pulinhos no rio Cinzas (se o tempo ajudar).

Depois uma chegadinha na praia, em Itapoá… dormir até tarde, ir para a praia com o sol rachando, ficar com o corpo vermelho, ardido, que não se pode nem tocar que dá vontade de gritar, hehe. Não, isso não faço mais. Aprendi a usar o protetor solar e não abuso do horário embaixo do sol.

Em fim, espero ano que vem ter mais assuntos interessantes, e quem sabe polêmicos, para discutir aqui com vocês.

Grande abraço a todos, ótimas festas. Que o próximo ano traga muita felicidade a todos.

E não esqueçam: Natal é tempo de alegria, tempo de relembrar o nascimento do maior homem que já existiu: Jesus Cristo.

Independente da religião é Nele que devemos nos espelhar para tentar criarmos um mundo mais justo e humano para todos.

Se cuidem e até ano que vem.

Esse texto eu produzi para uma atividade do curso de pós-graduação que estou concluindo e achei que ficou bacana, por isso publico para quem quiser palpitar a respeito.

A pirataria e a contrafação assemelham-se, e muito, em alguns aspectos. A primeira configura-se como a cópia e a distribuição não autorizadas de produções artísticas (CDs, DVDs, softwares etc.), prejudicando seus produtores e artistas em geral, sem render-lhes pagamento, nem lucro, devido à sua produção. A segunda foi definida por lei (Lei 9610/98) como a cópia e a distribuição não autorizadas de livros, sejam eles no formato impresso ou digital, prejudicando o setor editorial e os honorários de seus autores. Ambas infrações, puníveis civil e criminalmente.

Há pouco tempo acreditava-se que a pirataria era positiva, pois divulgava o trabalho de seus autores. Hoje, porém, devida à proporção alarmante a que se chegou a possibilidade de reprodução (com inovações como o PenDrive, por exemplo) as gravadoras, e, consequentemente, os artistas, estão sentindo os efeitos negativos dessa atividade.

Quem pensa bastante a respeito desse fenômeno é a indústria editorial, pois, atualmente, vive-se mais uma revolução tecnológica com a proliferação dos leitores digitais (e-readers) que são lançados a todo vapor no mercado, cada um mais incrementado que o outro.

Os precursores dessa nova “onda” foram o iPhone e o iPad, ambos da Apple. No entanto devidas às restrições impostas pela empresa em relação ao sistema operacional dos aparelhos, surgiu uma enorme demanda por parte dos consumidores que queriam ter acesso a esses aparelhos sem ter que ficarem presos a marca do produto. Com a facilidade dos softwares livres (Open Source) o nicho se abriu e a concorrência se instalou.

Como os consumidores buscam softwares gratuitos, eles querem também livros gratuitos. Devido a isso as editoras fazem relação com a pirataria de CDs e DVDs e se colocam no mesmo lugar das produtoras.

No Brasil ainda há pouquíssimos lançamentos de livros digitais devido ao temor que as editoras têm de verem suas obras distribuídas a dezenas, centenas (quem sabe milhares) de leitores sem receberem um mísero centavo a cada distribuição. Há a tentativa restringir a distribuição (com o uso dos DRMs), mas, como é uma tecnologia nova, muitas editoras ainda não detêm as ferramentas necessárias e nem o conhecimento a respeito do funcionamento dessas restrições de distribuição e preferem não se arriscar, pois os CDs e DVDs também tinham essas restrições de distribuição, o que não foi capaz de deter os piratas.

Pirataria – uma discussão sem fim?

Publicado: novembro 4, 2010 em Uncategorized

Fazia algum tempo que eu tinha esboçado esse post, mas havia deixado ele de lado. Agora resolvi retomá-lo pois o assunto sempre vem a tona.

Na minha opinião a pirataria é um fator cultural. Crescemos vendo a pirataria acontecer dentro de casa. Quando criança, víamos nossos pais comprarem fitas cassete para gravarmos aquelas tão desejadas músicas que tocavam no rádio e, em programas específicos, o locutor avisava a hora exata que determinada música iria começar para podemos apertar o botão “rec” e enfim nos apropriávamos da tão desejada música.

E isso não era considerado um crime, pois se o locutor da rádio nos ajudava a apertar o botão no momento certo para conseguir a música desde o começo sem cortes, por que seria um crime?

E tínhamos também a facilidade dos vídeos cassete. Como era fácil gravarmos um filme em casa, gravávamos a novela para assistir depois e não correr o risco de perder um capítulo… em fim. A pirataria dentro de casa era a coisa mais comum que existia.

O tempo passou e nós, antes crianças, crescemos. E assim como nós, a pirataria também cresceu. Hoje estamos discutindo o direito dos autores, produtores, cantores… pois a pirataria saiu de casa e tomou proporções alarmantes. Nos terminais de ônibus, metrôs, banquinhas na beira da rua, em fim, é possível encontrar uma infinidade de filmes à disposição para compra, muitas vezes você consegue três, quatro, até cinco filmes por uma bagatela de R$ 10,00.

E muitas pessoas compram esses produtos, pois cresceram vendo a pirataria dentro de casa e hoje ela está ali, prontinha. E vai além: é possível encontrar os mais recentes lançamentos do cinema! Não com aqueles filmes antigos que passam na TV com o selo “inéditoooooo”, que ficávamos ansiosos por gravar em casa!

Então a indústria sentiu o peso da pirataria, não só a de música, mas a indústria dos filmes agora sofre e muito com isso. E a pouco tempo eles se consideravam imunes… mas a tecnologia avançou, muitos tem banda larga em casa, em fim… tudo muito mais fácil.

Infelizmente, a pirataria é um mercado que dá lucro e alimenta muita bandidagem ao mesmo tempo: tráfico de drogas, armas, munição ilegal, prostituição… uma coisa está ligada a outra.

E qual seria o caminho para acabar com a pirataria? Será que isso é possível?

Eu duvido muito. Acredito que possa ser diminuída, ou mantida sem crescimento, mas acabar com ela… não creio.

Na minha opinião o combate à pirataria só terá sucesso algum dia, a longo (beeem longo) prazo, após muita orientação e tentativa de conscientização de crianças em idade escolar, jovens e adultos. Acredito que o que deva ser feito é orientar as crianças nas escolas para que elas mudem a cultura de seus pais em casa (o que é muito difícil, mas não impossível).

Eu sou de uma geração que cresceu tendo pirataria em casa, porém minha cabeça hoje é outra. E eu passo para a minha filha essa ideia comprando para ela apenas CDs e DVDs originais. Óbvio que não compro no momento do lançamento, pois não há “cacife” para isso, mas aguardo o momento em que eles entram em promoção e, se puder, compro. E ela não é prejudicada por isso, muito pelo contrário, tem CDs de qualidade, originais respeitando todos os direitos de quem produziu e lutou pela existência daquela obra.

Também concordo que o valor de um lançamento, seja música ou filme, no Brasil é absurdo, porém esse não é o motivo pelo qual a pirataria tem tanto sucesso. Na minha opinião é mais pela concepção que existe nas pessoas que pensam: “eu tenho a facilidade de ser proprietário disso por um valor ínfimo”.

Os DVDs piratas deveriam servir para essas pessoas como uma “degustação”. Se eu gostar eu compro o original, pois outro fator decisivo para a compra do pirata é esse: e se eu não gostar? E se eu pagar caro e não valer a pena?

E aproveito e jogo uma ideia meio doida: luta-se pela legalização de tanta coisa nesse mundo, por quê ninguém luta pela legalização da pirataria? Transformem esses “caras” em EI (empresários individuais), deem dignidade a eles e legalizem esse trabalho de demonstrar ao consumidor, antes deste decidir adquirir ou não o original. Os próprios “pirateiros” poderiam inclusive vender os originais… aposto que ia mudar e muito esse cenário.

O mesmo se aplica a música e livros! Os livros que constam no Google books são um ótimo exemplo disso. Partes deles ficam disponíveis para acesso e, na leitura dessas partes, se você se interessar pelo conteúdo com certeza compra o livro.

Eu sou um exemplo disso. Em uma das pesquisas que eu fazia sobre direito autoral, vi um livro que tinha umas definições e um tipo de discurso que me agradou muito. Verifiquei o preço e comprei o livro.

Então além de educar as crianças nas escolas e procurar fazer com que elas reeduquem os seus pais é necessário a busca por alternativas e possibilidades ainda não exploradas. Como, por exemplo, proporcionar aos “pirateiros” subsídios para que possam servir de mediadores e incentivadores da compra de produtos originais.

E aí, qual sua opinião a respeito da pirataria?