Produção de livros digitais no formato ePub: não se engane, faça com quem realmente entende do assunto

Publicado: fevereiro 27, 2011 em Uncategorized

ePubApós longo período de férias, com muitas mudanças e adaptações à nova atividade na empresa, retorno com uma novidade: agora estou apta ao desenvolvimento de e-books no formato ePub. Por isso resolvi escrever esse post esclarecendo um pouco do que houve com quem já tentou fazer uma conversão de livros pelo Indesign e que teve uma frustração como consequência, resultado do que aprendi no curso da Simplíssimo.

Quantas discussões à respeito do livro digital estão em voga hoje? Inúmeras… quantos cursos existem para formação profissional de desenvolvedores de e-book? Pouquíssimos. Em Curitiba então, é uma raridade.

Quanta gente anda por aí afirmando que faz conversão de livros para o formato digital? Várias. Quantas pessoas fazem isso realmente e com profissionalismo? Pouquíssimas.

Você deve se perguntar: mas qual a diferença de uma pessoa que “diz que sabe” e de uma que realmente sabe? Em fim, qual a forma profissional de se “converter” livros para o formato ePub?

Quem é do ramo editorial, da parte de desenvolvimento gráfico principalmente, já sabe que o Indesign CS5 tem uma ferramenta para conversão de livros diagramados para o formato ePub. Mas sabe também que simplesmente esse comando para converter não é suficiente para se ter um livro no formato ePub bem feito.

Quem não teve essa experiência ainda, saiba que o Indesign sozinho não converte um livro da forma adequada, muitos erros podem acontecer.

Mas o que é fato que ocorrerá será a perda de todas as formatações do livro diagramado. Quem que se aventurou a criar um ePub pelo Indesign que não se deparou com a perda (quase) total da formatação de seu livro? Que decepção…

Que solução encontrar? Deixar o livro praticamente sem formatação no Indesign para gerar um ePub sem erros, mas também, praticamente, sem design? Os amadores fariam assim…

Qual bom diagramador, projetista, designer não se sente frustrado com isso? Que editor ficará feliz com um ePub que não chega nem aos pés da qualidade visual do seu livro impresso?

É possível observar em alguns ePubs já existentes no mercado que foram feitos dessa forma, sem muita formatação, devida a falta de conhecimento de quem os converteu.

E qual a solução, para que um ePub seja mais interessante visualmente? Um profissional com curso e conhecimento para isso.

Pois bem, tive essa resposta após participar do Workshop da Simplíssimo sobre “Como produzir e-books no formato ePub”. Foi um curso muito bom, intenso e com muitas informações complexas. A turma era formada por designers, diagramadores, editores e interessados no assunto. Todos saímos do curso tendo a certeza de que a “conversão” de livros, pura e simplesmente, não existe. O que existe é a produção de e-books, é um novo trabalho com todo cuidado para que nada seja perdido e tudo que foi feito pelo diagramador no Indesign (ou grande parte) seja aproveitada após a conversão do software, quando o profissional que desenvolverá o ePub entrará em ação.

O instrutor, Fernando, afirmou e hoje tenho certeza: é possível sim construir ePub legal, bonito e agradável aos olhos dos leitores. Para os que possuem um tablet então, a experiência pode ser fascinante.

O profissional que assumirá a produção de ePub precisa ter vários conhecimentos tanto da área editorial, para saber o que envolve a produção de um livro, bem como precisa conhecer linguagens de programação e marcação. Os conhecimento de programação e raciocínio lógico serão fundamentais para o desenvolvimento do ePub.

E como foi afirmado no curso por um colega, as editoras passarão a ter também programadores em suas equipes, se quiserem ter o desenvolvimento de ePubs feitos internamente. Caso contrário, a terceirização do trabalho será inevitável.

Em fim, fiquei muito feliz ao realizar esse curso e perceber que estou unindo meu conhecimento antigo com meu conhecimento recente. Quem diria que os cursos de programação, que fiz um dia na vida por hobbie, me serviriam hoje, somados ao conhecimento editorial, para o desenvolvimento de livros nesse formato que, por um bom tempo, será o formato universal de livros digitais.

Em um apanhado geral no curso aprendemos alguns macetes do Indesign e linguagens de programação web (que era o conhecimento que eu já tinha).

Aprendemos a ler um ePub no computador e alguns “macetinhos” para que um ePub seja bem visualizado, tanto em readers baseados na Adobe quanto no iBooks, por exemplo, que é o reader do iPad.

O meu desafio agora será desenvolver o meu primeiro ePub e fazê-lo funcionar adequadamente no Aldiko, reader do meu tablet (Kyros). Mas vamos aos poucos, uma coisa de cada vez. Primeiro o ePub para o ADE (Adobe Digital Editions) e depois trabalhar nele para atender ao Aldiko.

Bom, para quem se interessar em ler ePubs no computador pode fazer o download do ADE aqui.

Bom divertimento e mãos na massa.

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comentários
  1. Sandra Regina Klippel disse:

    Adri, com sua capacidade e profissionalismo creio que o mercado editorial só tem a ganhar.
    Parabéns pelas inovações!
    Sandra

  2. je disse:

    Oi Adri..que bacana, assim que às coisas acalmarem na minha vida, vamos conversar melhor sobre isso.

    Beso

  3. Silvia disse:

    Adri, adorei ler esse post. Muito legal! Concordo com a Sandra… vai dar tudo certo!
    Vc só tem a ganhar… e merece o sucesso!

    Beijo!

  4. Ricardo disse:

    Olá, Adriane….Assim como você fiz o curso da Simplissimo com o Fernando no início do ano, porém por motivos adversos interrompi minhas pesquisas sobre o formato digital. Já existem empresas especializadas no Brasil para produção de epubs com qualidade?

    • adrianeianzen disse:

      Olá Ricardo.
      Com certeza já existem sim empresas que estão fazendo isso. A própria Simplíssimo é uma delas. Hoje eu sou freelancer da Simplíssimo e faço conversão de livros para eles!

      Inclusive estou buscando novos clientes que queiram o serviço de conversão e já tenho alguns interessados. Caso tenha interesse podemos conversar.
      Grata pelo contato.

  5. Roni disse:

    Oi Adriane,

    Gostei muito do seu blog e espero que continue postando.

    Me interessa aprender sobre epub, mas quando tentei chegar à simplíssimo, simplesmente não dá!
    Na web, os links estão quebrados. Cheguei à Infomaker (que deve ser do mesmo grupo). Informam que haverá um Workshop aqui em Sampa, dias 29 e 30/07. Mas nao consigo entrar em contato…

    Alguma sugestão? Como achar esse pessoal? Existem outros cursos sendo ministrados em Sampa?

    Abraços

    Roni

  6. Luciano disse:

    Olá Adriane, venho acrescentar ao seu post algumas informações importantes para que possa enriquecer as questões colacadas aqui. A frustração de quem tentou usar o Indesign para a produção de ePub se dá pela falta de experiência ou falta de domínio dessa grande ferramenta. Para que se tenha um bom ePub utilizando o Indesign, é necessário uma boa aplicação da ferramenta de ESTILOS DE CARACTER E PARÁGRAFO, isso garantirá uma perfeita diagramação sem nenhuma perda de itálicos, negritos ou qualquer outra característica do texto, tornando a edição no Sigil ou no Oxigen muito mais fácil. A editora em que trabalho já tem mais de 500 títulos a venda em grandes distribuidoras como Amazon e Saraiva, e todos os ePubs tiveram como ponto de partida o Indesign. Testamos os ePubs nos principais dispositivos como Nook, Kindle, Sony, e nos tables, Ipad e Iphone e smartphone com Android, todos funcionam corretamente. Grande abraço, Luciano (http://www.bookebooks.com.br)

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